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Mulher é morta pelo ex-companheiro na presença da filha, diz polícia

Uma mulher de 28 anos foi morta na madrugada deste sábado (31), no bairro Jardim Carvalho, zona norte de Porto Alegre. Segundo a Polícia Civil, o principal suspeito é o ex-companheiro dela, de 31 anos.

De acordo com a delegada Tatiana Bastos, todas as características do crime indicam feminicídio. O casal, após oito anos de relacionamento, estaria em processo de separação há cerca de seis meses. Um mês atrás, o homem deixou a casa onde o casal morava com a filha de sete anos e passou a morar com a mãe. Porém, neste período, teriam começado as ameaças.

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A vítima registrou uma ocorrência no dia 15 de agosto e solicitou uma medida protetiva de urgência. No dia seguinte, foi autorizada. No entanto, segundo a delegada, ela não foi ao fórum retirar, e também rejeitou a mudança para um local de proteção.

Na última sexta-feira, ela foi informada pelo sistema judiciário que a medida havia sido expedida. A delega suspeita, inclusive, que isto possa ter gerado a discussão com o ex-companheiro:

“Ele esteve na casa ontem (sexta) à noite, discutiram, ele a agrediu no rosto, saiu e fechou a porta”, relata a delegada. “Depois, a menina acordou e viu que a mãe estava morta. Ela começou a gritar, e os avós vieram. Os pais acharam o corpo dela na cama de casal onde dormia com a filha.”

Na tarde deste sábado, a Polícia Civil ouviu os pais da vítima e do suspeito. A criança deve ser ouvida, também, na segunda-feira. Segundo a delegada, o suspeito confessou informalmente que havia “perdido a cabeça” e aplicado um “mata-leão” na vítima.

“Os familiares disseram que ela estava feliz porque tinha conseguido a medida”, acrescenta a delegada.

A polícia aguarda os laudos do Instituto Geral de Perícia, mas acredita que a causa da morte foi asfixia mecânica. O suspeito está detido para prestar depoimentos. A delegada encaminhou o pedido de prisão preventiva e aguarda a análise do juiz para cumprir o mandado de prisão.

O inquérito deve ser concluído e expedido ao judiciário até a próxima quarta-feira (4). O suspeito deve responder por feminicídio por motivo torpe, com crueldade, e por meio que dificultou a defesa da vítima.

Fonte G1

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