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WhatsApp anuncia planos para tentar combater ‘fake news’

Empresa vai fazer parcerias com serviços de checagem de notícias e usará inteligência artificial para coibir notícias falsas na campanha

Com 120 milhões de usuários no Brasil, o WhatsApp está preocupado com o impacto da disseminação de notícias falsas pelo aplicativo durante a campanha eleitoral. Para combater o problema, a empresa vai atuar em três frentes, com o reforço da proximidade com autoridades, o uso de inteligência artificial para coibir abusos e a formação de parcerias com serviços de checagem de notícias.

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“Queremos garantir a integridade das eleições e a segurança dos usuários”, disse o gerente de políticas públicas do WhatsApp, Ben Supple, em entrevista ao Estado. Em visita ao Brasil, ele também se reuniu com representantes de candidaturas presidenciais, apresentando como o aplicativo pode ser usado de forma responsável. “Somos uma ferramenta de comunicação importante. Não estamos encorajando ou treinando os políticos, mas é importante mostrar nossos limites”, explicou.

Supple, bem como outros executivos do WhatsApp, tem se reunido com tribunais eleitorais para explicar, por exemplo, que tipo de dados poderá vir a ceder para embasar inquéritos, caso haja abusos. “A criptografia de ponta não permite o acesso ao conteúdo das mensagens, mas podemos colaborar (de outras formas)”, afirmou.

Outro pilar da estratégia, diz Supple, é a parceria com agências de checagem de notícias. É o caso da Comprova, rede formada por 24 veículos de imprensa do País, incluindo o Estado, que checará informações durante as eleições.

A empresa também pretende realizar campanhas em jornais e na web para conscientizar os usuários. “Vamos mostrar como identificar uma notícia que pode ser falsa”, disse o executivo do WhatsApp. “É importante que os usuários entendam que levamos segurança a sério”.

Reforçar o uso de inteligência artificial para varrer agentes maliciosos do aplicativo é outra meta prevista. “Se um usuário mandar mil mensagens por minuto, é um sinal de que, na verdade, pode ser um robô”, explicou Supple. As iniciativas de combate a notícias falsas não serão apenas para o período eleitoral. O executivo disse que a empresa está preocupada em lutar contra “violência e discurso de ódio.”

É uma questão global: na Índia, correntes veiculadas pelo app têm provocado uma onda de linchamentos. Para combater o problema, a empresa limitou o número de vezes que uma mesma mensagem pode ser encaminhada. Além disso, em julho, o WhatsApp anunciou que distribuirá bolsas de US$ 50 mil para pesquisadores estudarem a relação entre o app e fake news.

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