Saúde

Saúde: Brasil apresenta crescimento em novos casos e óbitos em decorrência da Covid-19 novamente

A primeira onda da pandemia de coronavírus no Brasil chegou em fevereiro e teve uma leve queda no número de novos casos confirmados entre o período de 24h. Em novembro, no entanto, o aumento do número de novos casos confirmados e suspeitos nas principais cidades e capitais sugere que o Brasil esteja enfrentando a segunda onda da doença.

A lenta queda entre os meses de setembro e novembro foi revertida em números inclusive maiores do que os apresentados nos primeiros meses da pandemia, de acordo com os históricos de diagnósticos observados nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Acre. O crescimento, de acordo com os profissionais da saúde e as principais faculdades de medicina que analisam as atualizações de Covid-19 no Brasil, ocorreu tanto no número de novos casos confirmados, quanto em óbitos em decorrência do vírus.

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Conforme dados fornecidos pelo Ministério da Saúde na página oficial de acompanhamento da Covid-19 no país, a média móvel de novos óbitos teve um aumento de 34%, o que se resume a cerca de 500 mortes diárias em todo o território nacional. No dia 17 de novembro, foram registrados 680 novos óbitos em 16 estados.

Outro sinal que evidencia a segunda onda da doença é o índice de contágio (RT), que calcula a taxa de contaminação de uma pessoa para outras não infectadas. Em 13 de novembro, o RT ficou acima de 1, ou seja, uma pessoa com Covid-19 é capaz de infectar um número superior de pessoas.

A grande preocupação dos especialistas de saúde para a segunda onda está no relaxamento das medidas de prevenção à doença, particularmente o isolamento social. Com a queda no número de casos e também do índice de contágio, diversas cidades brasileiras voltaram a abrir comércios e permitiram a volta dos trabalhadores às empresas em atividade presencial, o que aumentou a interatividade entre as pessoas e o número de habitantes circulando nos transportes públicos.

Em entrevista ao Globo, a microbiologista da Universidade de São Paulo (USP) destacou que, para conter a disseminação do vírus durante a segunda onda e evitar que o número de óbitos diários volte a subir, será necessário reforçar as medidas de isolamento social de forma semelhante ao que ocorreu entre os meses de março e maio: “A gente está vivenciando a escalada dos casos, e o ideal é fechar agora para não piorar e sobrecarregar hospitais”.

Formas de contenção efetivas

Nove meses de estudos feitos pelas principais faculdades de Medicina do país deixaram evidentes formas de prevenção eficazes e recomendações feitas aos habitantes para evitar a contaminação pelo vírus. Além da quarentena, recomenda-se o uso frequente de máscaras e sua troca de quatro em quatro horas – a ciência já comprovou que o uso da máscara reduz a possibilidade de contágio.

O uso de álcool em gel e a higienização adequada das mãos também deve ser reforçado, além da limpeza dos materiais comprados em mercados ou farmácias. Outra recomendação – esta mais expressiva – é não reunir familiares durante as festividades de fim de ano, para evitar a contaminação em massa das famílias.

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