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Quadrilhas sofrem baixas após 11 mortes por tráfico de drogas em Camaçari

Desde que três adolescentes foram mortas no última sexta-feira (26) em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, 13 integrantes das quadrilhas de Nicão e Quila foram presos por suspeita de envolvimento nas mortes ou como o tráfico de drogas. Os dois traficantes, que foram aliados no passado, hoje disputam o comando do tráfico no município. 
A quadrilha liderada por Marivan Elias da Silva, o Quila, foi a que sofreu o maior número de baixas até o momento. Na terça-feira (30), dois integrantes do grupo foram presos e, na noite de quarta-feira (31), outras seis pessoas foram detidas. Quila ainda está foragido.
O grupo de Claudomiro Santos Rocha Filho, o Nicão, registrou menos prisões – foram cinco detidos até o momento – mas entre os presos estão uma advogada e um ex-servidor público. Nicão está preso desde o começo de agosto no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador.
Os dois traficantes atuaram juntos na facção Caveira por quase dois anos, mas no final de 2015 houve um racha no grupo. Nicão saiu da quadrilha e passou a fazer parte do Bonde do Maluco. Desde então, os dois amigos se tornaram rivais. A briga pelo comando do tráfico resultou em 11 mortes em Camaçari na semana passada. 
Confira abaixo a lista dos presos:
Segunda-feira (29)
A primeira prisão aconteceu na segunda-feira, quando Reinan Tavares de Souza, 18 anos, foi detido por porte ilegal de arma e tráfico de drogas, em Camaçari. Ele é apontado pela polícia como traficante de drogas que atua no grupo de Nicão. O jovem é investigado por participação em, pelo menos, cinco homicídios no município.
Terça-feira (30)
Foram presas quatro pessoas, duas da facção liderada por Nicão e as outras duas do grupo de Quila. A advogada Rebeca Cristine Gonçalves dos Santos foi detida quando saía do Fórum Criminal de Sussurarana. Segundo a polícia, ela fazia a defesa de Nicão e também mantinha um relacionamento amoroso com o traficante.
A advogada é apontada como líder de um esquema que retardava audiências e escolhia celas dentro do sistema prisional baiano para beneficiar traficantes e homicidas. O ex-servidor Jusivel Viana Marques, 55, foi preso no mesmo dia, na Boca do Rio. Ele é acusado de participar do esquema e, segundo a polícia, chegou a receber R$ 10 mil para impedir que Nicão fosse encaminhado para uma audiência.
Os outros dois presos foram Florisberg Antônio dos Santos e Jéferson Oliveira Rodrigues. Eles fazem parte da quadrilha de Quila e foram autuados em flagrante por prática de roubo. A polícia não forneceu detalhes sobre as prisões.
Quarta-feira (31)
Ontem, foram presas seis pessoas do grupo de Quila: três deles no município de Dias D’Ávila e outros três em um sítio na Via Parafuso, em Camaçari. Entre os detidos está Robert Júnior Souza da Guia, o Cabeça de Ovo, que confessou ter ficado de vigia enquanto o restante da quadrilha executava as vítimas.
Os outros presos foram identificados como Vinícius Elias Chagas, o Guelo, Gutemberg Júnior Conceição Almeida, Alex Souza Silva e dois adolescentes apreendidos. Com eles foram encontrados maconha e sacos plásticos usados para embalar a droga.
Quinta-feira (1º)
Durante a madrugada desta quinta-feira, foram presos Lucas Campos de Miranda, 33 anos, e Vânia Lúcia dos Santos. Segundo a polícia, eles são membros da quadrilha de Nicão e foram presos em Lauro de Freitas. Lucas entrou para o tráfico em 2013 na facção Katiara. Ele gerenciava um ponto de venda de drogas em Cajazeiras. No ano seguinte, foi para o grupo de Nicão e ajudou o traficante a tomar alguns pontos de tráfico. 
Procurados
A polícia ainda procura por Quila. Ele é apontado como o mandante da chacina que resultou na morte de quatro pessoas em Camaçari, no fim de semana. Bruno de Oliveira Santos, o Máquina, também é considerado foragido. Segundo a polícia, ele é braço direito de Quila e participou das mortes. Os dois traficantes fazem parte do Baralho do Crime – ferramenta da SSP que lista os presos mais perigosos da Bahia. 
Tiago Sampaio também está sendo procurado. De acordo com a polícia, ele pertence ao grupo de Nicão. Os investigadores estiveram na casa dele, na Gamboa, em Salvador, mas o suspeito não foi localizado. Os celulares encontrados no imóvel foram encaminhados para perícia.
Quem tiver informações sobre o paradeiro dos suspeitos pode ajudar a polícia entrando em contato através do Disque Denúncia pelo (71) 3235-0000, para capital e RMS, e 181, para quem estiver no interior. Não é preciso se identificar.
Inforsaj

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